sábado, 11 de outubro de 2008

Dia 11 de Outubro - Dia Nacional de Combate à Obesidade


Dia Mundial de Combate à Obesidade

Equipe de Jornalismo - 11/10/2006 00:00

Outubro é o mês da luta contra a obesidade. O dia 11 foi instituído como o Dia Internacional de Combate à Obesidade, visando o estímulo de atividades preventivas e saudáveis.

Considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) um dos maiores problemas de saúde pública no mundo por acometer 1 bilhão de pessoas, a obesidade é um grave fator de risco para o diabetes, confirmado pela estatística de que cerca de 80% das pessoas que tem diabetes são obesas.

No Brasil, a data é marcada por uma série de iniciativas de secretaria municipais e estaduais de saúde, entidades médicas, organizações não-governamentais (ONG’s), além de eventos em universidades e promovidos por empresas privadas.

Dois especialistas comentam e abordam o tema. O Dr. Bruno Geloneze fala sobre os mitos e verdades que relacionam o diabetes, obesidade e atividade física. Leia também o artigo do Dr. Marco Vívolo que aborda a ligação entre as duas doenças e a importância da atividade física sobre mitos e verdades que relacionam o diabetes, obesidade e atividade física.


Mitos e Verdades Sobre o Diabetes e a Obesidade


1) Todo obeso vai ter diabetes um dia

A alta prevalência de diabetes tipo 2 em pessoas obesas traz à tona a relação de causa e efeito entre as duas condições. Obesidade é um estado de resistência à insulina (RI) per se. No entanto, o aparecimento do diabetes depende de uma deficiência relativa ou absoluta da produção de insulina. Alguns obesos terão diabetes pela presença de RI associada à disfunção de célula beta. é equivocada a noção de que todo obeso um dia se tornará diabético. Todo obeso terá RI, mas menos da metade deles serão diabéticos em algum momento da vida.

2) A insulina é a vilã do excesso de peso para os pacientes com diabetes

A insulina não é a vilã. A falta de ação da insulina é que o problema. A noção da hiperinsulinemia per se, como uma fonte de problemas, carece de evidências científicas. A RI, com ou sem hiperinsulinemia, é a grande vilã.

3) Pessoas com gordura abdominal em formato de maçã tem mais propensão a desenvolver o diabetes do que as com formato de pêra (gordura nos quadris)

De fato, a gordura periférica superficial pode ter um papel protetor contra doenças metabólicas e cardiovasculares. O adipócito subcutâneo superficial é sensível à insulina e produz quantidades maiores de adiponectina e menores de citocinas inflamatórias, quando comparadas aos adipócitos subcutâneos profundos a aos adipócitos intra-abdominais (viscerais).

4) 80% das pessoas que tem diabetes são obesas

Confirmando a hipótese que, na atualidade, a RI está na base etipatogênica do diabetes.

5) A interpretação dos índices de IMC para identificação da obesidade é absolutamente segura.

O IMC é um índice ótimo para identificar pessoas de risco para síndrome metabólica, diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares. No entanto, quando obtemos o IMC, estamos encontrando uma medida substitutiva para o que realmente gostaríamos de medir, que é a gordura intra-abdominal. A circunferência da cintura abdominal e a relação cintura/quadril se aproximam mais daquilo que queríamos avaliar, qual seja, adiposidade abdominal e a redução da adiposidade periférica. Diria que o IMC é uma pista; as circunferências, mais específicas na prática clínica; e a tomografia abdominal medindo diretamente a gordura visceral, o método mais adequado em pesquisas científicas.

6) O excesso de peso aumenta a resistência à insulina, elevando os níveis de glicose no sangue, o que aumenta a possibilidade da pessoa desenvolver o diabetes do tipo 2

A RI sobrecarrega as células betas pancreáticas para produção de insulina. Além disso, a própria RI na célula beta prejudica o seu funcionamento e vida útil. Por fim, citocinas inflamatórias produzidas no tecido adiposo podem acelerar a disfunção e morte programada (apoptose) das células betas. Tudo isso contribui para o aparecimento do diabetes.

7) Estima-se que 50% dos casos de diabetes podem ser evitados com modificações no estilo de vida, como dietas leves (menos alimentos ricos em gordura e açúcar) e exercícios físicos (como a caminhada)

Os exercícios físicos são sensibilizadores da ação da insulina, diminuem o estresse para as células betas, reduzem o peso corporal através da perda preferencial de gordura corporal. Quando realizados em conjunto com um plano alimentar, temos efetivas reduções de novos casos de diabetes, ou mesmo, a remissão do diabetes de início mais recente.

8) A cada duas horas a mais que as pessoas passam assistindo televisão cresce a possibilidade de desenvolver diabetes e obesidade

Os exercícios programados (academias, esportes), bem como os não programados (caminhar no dia-a-dia, subir escadas, etc.) são efetivos na prevenção e tratamento do diabetes. O problema atual é que a humanidade determinou o sedentarismo programado, e exemplos nós temos em função da televisão, computador, telefones celulares e insegurança em nossas ruas.




Dr. Bruno Geloneze
Pesquisador do Serviço de Cirurgia da Obesidade
Universidade de Campinas - UNICAMP
Dr. Marco Vívolo
membro do comitê editorial do site e da diretoria da SBD.


Fonte: www.diabetes.org.br

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Obesidade X Depressão



Oi amigos,
Estava pesquisando algumas matérias para um trabalho de faculdade quando me deparei a matéria Obesidade X Depressão e decidi compartilhar com todos.

Saia da depressão

Publicado no site do Laboratório Roche - Xenicare



Transtornos emocionais são inimigos na luta contra o excesso de peso. Entre eles está a depressão, que provoca desânimo, tristeza profunda, mau humor, falta de prazer em realizar as tarefas de que mais gosta, alterações de sono e apetite. Muita gente acaba descontando tudo isso na comida, o que leva ao aumento de peso, perda da auto-estima e ansiedade. Mas tenha calma! È importante não confundir tristeza com depressão. Segundo a Escola Americana, os sintomas devem se estender por duas semanas ou mais, ai sim é hora de procurar ajuda médica.

O excesso de peso é uma das causas que leva a pessoa a ficar depressiva, além do estresse crônico. “Não existe exame pra detectar a depressão. Os sintomas é que caracterizam o quadro da doença”, alerta Adriano Segal, endocrinologista do ambulatório de obesidade do Hospital das Clínicas (HC) e diretor do departamento de psiquiatria e transtornos alimentares da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade (Abeso). “Quando começar a sentir que algo não está bem, é importante procurar ajuda”, aconselha.

Dificuldades para resolver os problemas e encarar os sentimentos como angústia, solidão, carência, podem desencadear a depressão. “O ser humano não consegue viver sem prazer, precisa de pelo menos um”, conta a psicóloga e psicoterapeuta Olga Inês Tressari. “Muita gente busca o prazer na comida, o que momentaneamente resolve, mas pode levar a obesidade”, revela Camila Mareze, Psicóloga Cognitivo-comportamental.

É comum confundir a tristeza com a depressão. “Quando a pessoa permanece no estado de tristeza sem motivo, pode ser um indício de depressão”, explica Olga. “O indivíduo fica desanimado, não acha graça em nada. Não acha saída, solução e pensa até em suicídio”, relata.
Entre os sintomas mais comuns da depressão estão:

* Mau humor;
* Tristeza sem motivo aparente;
* Alteração do sono;
* Mudança de apetite, para mais ou menos, com ganho de peso de até 20%;
* Sensação de vazio;
* Irritabilidade;
* Pouca alegria de viver;
* Cansaço;
* Desânimo acentuado;
* Falta de iniciativa;
* Falta de interesse pelas coisas que normalmente eram estimulantes;
* Pensamentos negativos;
* Insegurança;
* Medo;
* Diminuição da libido sexual;
* Baixa energia ou fadiga;
* Baixa auto-estima;
* Dificuldade de concentração e de tomar decisões;
* Sentimentos de culpa;
* Reação suicida;

Tratamento da depressão

É importante procurar tratamento completo para a depressão, que consiste no uso de medicamentos antidepressivos e psicoterapia, que ajudará o paciente a vencer frustrações, medos e ausências, encarar as situações e sentimentos. “O tratamento inclui técnicas de aconselhamento e ensina a pessoa a lidar com a dificuldade, além do uso de medicamentos, que pode se estender por até um ano”, conta Segal.

“O preconceito em relação ao psicólogo pode atrasar o tratamento. Muitas vezes a pessoa procura um médico com a queixa de excesso de peso, pois quer emagrecer. No consultório acaba tendo noção do que está acontecendo”, revela Olga. “Os resultados aparecem entre três e seis meses. Seguindo o tratamento correto e completo dificilmente ocorre uma recaída”, completa.

O profissional acolhe o indivíduo sem julgá-lo ou cobrar dele uma atitude que não pode ter naquele momento. Com um obeso, por exemplo, aborda o excesso de peso e o quadro depressivo, para que se conscientize e consiga iniciar uma dieta e recuperar a auto-estima. Do contrário não conseguirá vencer. “É essencial mostrar para a pessoa outras formas de prazer, de se sentir bem, ter auto-estima para lidar com a nova fase de emagrecimento”.

Fazer exercícios físicos ajuda a melhorar os sintomas da depressão, principalmente os treinos aeróbicos, como caminhada, corrida e natação. “A atividade física faz bem pra saúde, eleva a liberação de endorfina, substância que promove o bem-estar”, orienta Camila.

Mudanças na alimentação também são importantes. “O corpo é uma máquina, pra funcionar direito precisa de combustível. Com alimentos adequados o organismo reage melhor”, afirma Olga. “A educação alimentar é pra vida toda”, finaliza Camila.


Vamos nos afastar desse mal praticando exercícios e adotando hábitos saudáveis!!!!